O que faz um(a) educador(a) líder em tecnologia em sua escola?

10/10/25

Curso “Líder Inovador – Inspire e lidere a inovação digital na Educação!” aborda a cultura de inovação nos contextos educacionais

Você já parou para pensar qual é o papel de um(a) professor(a) que domina o uso pedagógico da tecnologia dentro da comunidade escolar? Ele vai muito além de ser alguém  que “entende de computadores” ou que sabe mexer em ferramentas digitais – é muito mais do que isso. Na verdade, trata-se de uma liderança que inspira, apoia e transforma. Como resume bem a definição:

“Ser um líder educacional no contexto digital significa assumir a responsabilidade de propagar boas práticas pedagógicas baseadas em evidências e explorar tecnologias emergentes para transformar a sala de aula.”

Este é um trecho do curso “Líder Inovador | Inspire e lidere a inovação digital na Educação!”, disponível gratuitamente no catálogo da plataforma Escolas Conectadas. Em um contexto no qual só uma em cada cinco redes municipais de ensino no Brasil oferece aulas de tecnologia e computação no Ensino Fundamental, de acordo com dados de 2023 do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), esse papel se torna ainda mais essencial.

O professor e líder em tecnologia não apenas amplia horizontes para seus estudantes, mas também abre caminhos para toda a escola. “Hoje em dia é uma função muito necessária, porque a tecnologia perpassa todos os ambientes escolares: da cozinha à secretaria, da sala de aula ao banheiro”, aponta o educador Doug Alvoroçado, que atualmente faz parte da coordenadoria de Inovação e Tecnologia da Secretaria Municipal de Ensino do Rio de Janeiro (RJ).

Articular e liderar

Doug, que também é consultor em inclusão, educação e tecnologia, acredita que o papel inicial do líder em tecnologia deve ser desmistificar o que ela é. “As pessoas têm uma visão errada de que tecnologia é só o que liga na tomada, acende a luz e faz barulho. E não é isso. Tecnologia é método, abordagem, equipamento, instrumento. É muito importante que esse líder ajude e pesquise sobre tecnologias, traga novidades e apoie os outros professores nesse tema”, afirma.

Muito mais do que saber tirar uma selfie, como diz Doug, o líder inovador em tecnologia precisa saber articular com pessoas, liderar processos, comunicar-se bem e ter interesse e prazer em aprender tecnologias e metodologias diferenciadas.

“O primeiro desafio é definir o papel desse profissional: ele deve apenas consertar a impressora ou sua função é promover o uso de ferramentas pedagógicas digitais?”, provoca. “O segundo é o receio que muitos têm de que a tecnologia vá roubar seus empregos ou prejudicá-los. O terceiro, ao liderar esses projetos, é a dificuldade de obter recursos para implementar soluções inovadoras no cotidiano”, afirma. Ele ressalta que a fluência nesse campo também é uma questão econômica: 

“Para que a transformação digital aconteça, é preciso investimento, boa conexão à internet e tempo. E tudo isso não custa pouco.”

Muito além do computador

Contudo, para se tornar um líder em inovação é possível driblar a escassez de recursos. Doug cita o exemplo da professora Giselle Santos, que, com o projeto Os Códigos de Sofia, ensina pensamento computacional e inteligência artificial utilizando materiais tão simples quanto papel e caneta. “É incrível como os alunos conseguem entender o que são esses conceitos e aprendem de maneira crítica com recursos baratos. Quando tiverem acesso a outros recursos, estarão com uma consciência já formada”, explica.

Ele reforça: o líder em tecnologia nem sempre vai usar o computador ou a internet. “Use os recursos que você já tem, porque papel, caneta, papel crepom, canetinha, sempre foram tecnologias presentes na escola e sempre deram muito certo. Não podemos substituir isso por qualquer coisa que faz barulho e brilha. A gente precisa incentivar mais essas tecnologias de baixo custo – e também, quando possível, usar tecnologias de alto custo.”

Cultura de inovação

Para Doug, o grande legado de um líder em tecnologia é dar início à cultura de inovação em sua escola. “No meu caso, apresentei ferramentas e recursos diferenciados aos estudantes e professores que mostram como é possível o uso de tecnologia, que ela não é um bicho de sete cabeças. Mas que também é preciso ter muito cuidado, segurança e criticidade.”

Aos educadores interessados nessa trajetória, Doug Alvoroçado sugere que invistam tempo em autoformação, para que eles se aprofundem em temas digitais importantes de forma ágil e prática. Ele indica especialmente espaços que permitam a criação de comunidades de aprendizagem, como os cursos da plataforma Escolas Conectadas. “Para que você entre em contato com outras pessoas, aprenda com os colegas e também divida a sua experiência nessa comunidade.”

Além de totalmente gratuita e on-line, a formação “Líder Inovador | Inspire e lidere a inovação digital na Educação!” disponibiliza certificado reconhecido pelo MEC e faz parte da Trilha Caminhos Digitais, uma jornada do iniciante ao especialista que apresenta reflexões e ferramentas digitais que podem ser utilizadas na rotina docente.

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