Pensamento Computacional: do entendimento à aplicação efetiva

12/05/23

Professores premiados durante o webinar realizado pela Fundação Telefônica Vivo contam como aplicam os conhecimentos adquiridos sobre o tema. Confira!

 

Raciocínio lógico e habilidades matemáticas. Esses são dois conceitos que estão intrinsecamente ligados ao pensamento computacional, que pode ser aplicado de forma prática em sala de aula e, diferentemente do que é possível pensar, não exige o uso de dispositivos digitais. 

Em março, a professora Mônica Mandaji, do Instituto Conhecimento para Todos – IK4T, comprovou a importância e a facilidade de aplicação do pensamento computacional em sala de aula durante o webinar gratuito, realizado pela Fundação Telefônica Vivo. Clique aqui para assistir.

De acordo com a professora, o pensamento computacional é uma das competências exigidas na formação e no mercado de trabalho, inclusive para profissões que ainda não foram inventadas. A capacidade de resolver problemas é uma das habilidades mais valorizadas nesse cenário. 

De forma prática, a educadora propôs aos professores que assistiram ao webinar desafios que exigiam a prática do pensamento computacional para serem resolvidos. Com atividades simples, os educadores aplicaram habilidades em decomposição, reconhecimento de padrões, abstração e algoritmos. Aqueles que mais pontuaram foram premiados com um kit com materiais para aplicação do pensamento computacional em sala de aula, de forma desplugada, ou seja, sem o uso de aparelhos eletrônicos.

 

Formação voltada ao pensamento computacional

Um dos ganhadores do kit foi Hudson Nascimento Santos. Estudante do último ano de Pedagogia na cidade de Lavras (MG), ele tem se aprofundado em como aplicar de forma prática os conceitos aprendidos no webinar e os materiais do kit em seu trabalho e formação. “O pensamento computacional faz parte da minha proposta de trabalho de conclusão de curso”, conta.

No TCC, Hudson vai abordar o pensamento computacional de maneira desplugada nos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental. A pesquisa inclui a teoria sobre o que é o pensamento computacional e seus pilares, além de detalhes sobre uma aplicação prática do conceito em sala de aula para posterior análise de resultados. 

Como complemento ao trabalho, Hudson realizou o curso Introdução ao Pensamento Computacional, na plataforma da Escolas Conectadas. “Consegui tirar bons proveitos e boas ideias de aplicação. Tenho estudado bastante como eu posso levar isso para o cotidiano das crianças, principalmente as que estão matriculadas na rede pública”, relata. 

Hudson destaca que aprendeu durante o Webinar de Pensamento Computacional como é possível fazer a aplicação do tema em sala de aula: “A gente parte da ideia de trabalhar um todo e depois as pequenas partes. Um problema grande pode ser mais facilmente resolvido se for desmembrado em pequenos pedaços até resolvê-lo, ou encontrar outras maneiras de fazer isso”.

Em relação ao kit recebido, ele se surpreendeu com a quantidade e qualidade dos materiais, e, passou a encontrar formas de introduzi-lo nos planos de aula que desenvolver.

Leia mais: Programaê!: Um Guia para Construção do Pensamento Computacional

 

Olhar para a educação pública

Segundo Hudson, analisar o pensamento computacional no recorte da educação pública é importante, pois as escolas carecem de tecnologias e equipamentos. “Meu trabalho vai de encontro com isso: tentar incorporar as tecnologias não necessariamente digitais, mas que trabalhem o pensamento computacional”, explica.

“No ano passado, eu trabalhei com uma turma do 4º ano um jogo de tabuleiro para apresentar os quatro pilares do pensamento computacional de forma desplugada. Foi um jogo que eles mesmos produziram o cenário e poderiam usar como quisessem para atingir seus objetivos”, completa o futuro professor sobre sua experiência com o assunto em sala de aula.

 

Novo jeito de pensar

Professora do Governo do Estado de Santa Catarina, Micheline Dagostin leciona há mais de 20 anos e, atualmente, atua em uma escola em Criciúma (SC) e em Içara, cidade vizinha. No ano passado, ela deixou de trabalhar com o Ensino Fundamental para voltar a atuar com o Ensino Médio, área na qual já tinha experiência. 

“Eu não sabia o que era pensamento computacional até assistir o webinar. Fui curiosa e a professora que ministrou prendeu minha atenção  durante toda a live”, conta ela. O que chamou mais a atenção da educadora foi o uso da lógica computacional e como ela pode ser relacionada a situações do dia a dia: “Uma atividade que me marcou foi a que a professora Mônica propôs que a gente decifrasse o sequenciamento lógico de alguns quadrados coloridos e, a partir disso, explicou a didática que ela usou”.

Recentemente, Micheline começou a trabalhar com seus alunos do 1º e 2º ano do Ensino Médio a aplicação da pesquisa científica. “90% deles não sabem fazer pesquisa em banco de dados e acabam trabalhando com argumentos falaciosos. O uso desse pensamento lógico favorece o entendimento do método científico”, explica a professora.

Micheline também foi premiada com o kit durante o webinar para incentivar o desenvolvimento do pensamento computacional em suas aulas. A ideia da professora é que, no próximo semestre, consiga utilizar o kit de pensamento computacional aplicado à robótica, com a construção de projetos autorais pelos alunos a partir de materiais recicláveis.

Baixe gratuitamente o caderno Pensamento Computacional na sala de aula: Uma realidade em Santa Catarina!

 

Uma chance para novas formas de aprender

A relação da professora Micheline com as formações on-line começou por meio da plataforma Escolas Conectadas. Ela não tinha o hábito de fazer cursos virtuais, mas a chegada da pandemia e a nova função no Ensino Médio a levaram a se adaptar ao novo modelo de ensino. Agora, além de cursos, a educadora sempre busca participar dos eventos on-line promovidos pela plataforma. 

Atualmente, Micheline faz o curso Eu, robô! Primeiros passos com a robótica sustentável para levar a proposta de construção de projetos para os adolescentes buscarem novos conhecimentos. A formação tem como propósito evidenciar a aplicabilidade da robótica nos processos educacionais a partir da exploração de conceitos e práticas de robótica sustentável e de baixo custo.

 

Quer ficar por dentro de eventos como esse? Siga as redes da Fundação Telefônica Vivo e não perca nenhuma atualização. 

 

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