Como as metodologias ativas podem ser usadas para superar a defasagem de aprendizagem?

07/02/24

Tornar o estudante protagonista e conectar o ensino com a sua realidade pode causar transformações na educação

 

A defasagem de aprendizagem, ou seja, a diferença entre os conhecimentos identificados no estudante e o conteúdo programático previsto para a série atual, é uma realidade constatada por professores da rede pública. Apesar dos desafios em encontrar caminhos para superá-la, algumas alternativas, como o uso das metodologias ativas, podem reduzir o tempo dedicado ao ensino de competências básicas enquanto se incentiva e reforça o protagonismo dos estudantes.

Dados do Observatório do Plano Nacional de Educação (PNE) mostram os obstáculos enfrentados por grande parte das escolas públicas do país:  mais da metade não têm laboratório de informática e apenas 20% dos professores têm Ensino Superior.

Diante dessas questões, é preciso estar preparado  para identificar os saberes fundamentais a serem desenvolvidos pelos estudantes, que devem ser prioridade no planejamento pedagógico. Em seguida, colocar a recomposição de aprendizagem em prática. E nesse sentido, as metodologias ativas podem servir como verdadeiras aliadas do processo de ensino e aprendizagem.

Leia mais: Defasagem de aprendizagem: como trabalhar diante desse cenário?

 

Na prática

Em contraposição ao sistema expositivo, as Metodologias ativas nada mais são do que uma estratégia de ensino em que o estudante é o centro do processo de aprendizagem. A partir do incentivo de uma postura ativa dos alunos e do diálogo próximo das suas realidades, eles se tornam protagonistas enquanto educadores assumem o papel de articuladores.

Com a proposta de propor uma nova lógica na transmissão de conhecimento, quem aprende é desafiado a criar caminhos cognitivos mais sofisticados. Já com o ensino conectado às vivências, além do desenvolvimento cognitivo, os estudantes podem ter ganhos no aspecto socioemocional, ao se sentirem mais representados e motivados.

Leia mais: Recomposição de aprendizagem: dos desafios à prática em sala de aula

 

Alie ao uso da tecnologia

Junto com um planejamento pedagógico mais dinâmico, a aplicação de metodologias ativas pode, inclusive, pressupor o uso de tecnologias digitais para potencializar ainda mais os resultados. 

Exemplos disso são a gamificação, o uso de realidade aumentada e a inteligência artificial em sala de aula. A tecnologia ainda pode ser positiva para avaliar de maneira assertiva com base em dados. Por esse motivo, o desenvolvimento de competências digitais é igualmente importante na inovação da educação.

Leia mais: Na metodologia ativa, alunos são participantes e os professores, mais articuladores

 

Continue a aprender

Para ter a confiança necessária e, mais do que isso, tornar as metodologias ativas realmente efetivas, é preciso que os agentes da educação tenham o conhecimento necessário, que pode ser adquirido por meio da educação continuada. A plataforma Escolas Conectadas disponibiliza uma série de formações que se ajustam à rotina de educadores e gestores escolares.

Os cursos Defasagem de aprendizagem nos anos iniciais do Ensino Fundamental e Defasagem de aprendizagem nos anos finais do Ensino Fundamental: (re)planejar para avançar oferecem a possibilidade de criar um olhar realista para o esse problema, diferenciando defasagem da heterogeneidade da sala de aula. Além disso, a promoção de aprendizagens fundamentais da BNCC são trazidas para a prática pedagógica, a partir de referências e aplicações reais.

A adaptação dos processos de ensino e aprendizagem para o momento atual do mundo e da educação é o ponto de partida do curso Metodologias ativas: aprendizes protagonistas. Juntamente com a apresentação ao conceito de metodologias ativas, nele os professores descobrem recursos pedagógicos para priorizar a autoria e a autonomia dos estudantes.

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