Ensino híbrido com foco na inclusão de todos

29/11/21
Com o mundo assolado pela Covid-19, tornou-se ainda mais urgente a transformação dos sistemas educacionais. Diante da exigência do distanciamento social, foi necessário repensar o funcionamento da escola presencial, e emergiu o formato de ensino remoto emergencial. Mais tarde, com um relativo controle de índices da pandemia, passou a vigorar o ensino híbrido. A adaptação a estas novas situações, inéditas em todos os níveis de ensino, iniciou a mobilização de mudanças que há tempos se percebiam necessárias. Entre elas, está a efetiva integração das escolas à cultura digital. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP):

O Censo Escolar revela que, na educação infantil, a internet banda larga está presente em 85% das escolas particulares. Já na rede municipal, que é a rede com a maior participação na oferta de educação infantil, o percentual é de 52,7%. Quando se trata do ensino fundamental, a rede escolar dos municípios, maior ofertante também nessa etapa de ensino, é a que tem a menor capacidade tecnológica. Nesse caso, 9,9% das escolas possuem lousa digital, 54,4% têm projetor multimídia, 38,3% dispõem de computador de mesa, 23,8% contam com computadores portáteis, 52,0% possuem internet banda larga e 23,8% oferecem internet para uso dos estudantes (INEP, EDUCACENSO, 2020).

Paralelamente à apropriação de recursos e tecnologias digitais, escolas e docentes tiveram que lidar com outro grande desafio: a falta de acesso - ou o acesso precário - à conectividade de uma enorme parcela de crianças e jovens. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (2021), 4,1 milhões de estudantes da rede pública não têm acesso à internet. Os motivos são os mais variados, incluindo desde a ausência de condições financeiras para a aquisição de equipamentos e planos de internet até dificuldades de alcance das redes.

Assim, se, por um lado, o ensino remoto e o ensino híbrido aceleraram a integração das tecnologias digitais aos sistemas educacionais, impulsionando o engajamento de discentes e docentes em novos meios de aprender, por outro, houve a demanda da manutenção de contato e de vínculos com muitos estudantes para os quais o acesso às tecnologias digitais ou à conectividade não se mostrou uma possibilidade.

Na busca por ajudar professores e gestores nesses diferentes contextos, a Plataforma Escolas Conectadas lançou, em maio de 2021, o curso Ensino híbrido: como fazer na minha escola? A formação foi fruto da parceria com a Nova Escola, a Fundação Lemann, o Instituto Natura e o Instituto Sonho Grande. Nela, são compartilhadas estratégias e abordagens com o intuito de promover a inclusão de toda a comunidade escolar.

O ferramental proposto pelo curso convida à apropriação de conceitos e técnicas por meio da exploração de recursos simples e gratuitos, incentivando construções criativas e a produção de aulas contemplando cenários de pequeno acesso às tecnologias digitais. Entre os modelos de ensino híbrido trabalhados, estão a Rotação por Estações, o Laboratório Rotacional, a Sala de Aula Invertida e o Modelo Virtual Aprimorado. Já o módulo de abertura do curso traz orientações, acompanhadas de exemplos práticos, quanto ao percurso que a BNCC realiza até se concretizar em um plano de aula, da seleção da habilidade até a sua transformação em objetivo de aprendizagem. São aspectos fundamentais em momentos de priorização curricular, flexibilização e definição de aprendizagens essenciais, pautas frequentes da educação nacional e que merecem ainda mais atenção nos panoramas pandêmico e pós-pandêmico. 

Depoimentos trazidos por nossos cursistas demonstram como a formação Ensino híbrido: como fazer na minha escola? tem impactado suas práticas e gerado novas possibilidades pedagógicas. 

Conforme a profa. Priscila Pereira Paschoa (SP), “o curso é muito rico em sugestões de trabalho com os diferentes modelos de ensino híbrido, apresentadas por professores atuantes na educação básica, que sabem a realidade de suas escolas e servem de exemplo para outros profissionais, que estão sempre na luta pela melhoria da qualidade da educação brasileira. Destaco os planos de aula contendo exemplos de atividades a serem realizadas pelos alunos em casa e nos encontros presenciais na escola, além de dicas de aplicativos para potencializar a aprendizagem”. 

Opinião semelhante foi compartilhada pela profa. Erica Rezende Perini (ES), que destaca a adaptabilidade das propostas aos cenários em que efetivamente estão inseridos professores e alunos: "o curso está muito bem estruturado e o fato de ser conduzido por professores com propriedade na temática e, ainda, que atuam em escolas públicas, torna os exemplos mais palpáveis para diversos educadores, de forma que conheçam estratégias que possam ser adaptadas a sua realidade".

Para a profa. Wilma Azevedo dos Santos (AL), o curso promoveu "uma nova forma de ver e refletir sobre os tempos atuais e a necessidade de adaptação do professor, do aluno, da metodologia, da didática, do ensino e aprendizagem, da escola, diante de tanta informação e tecnologia".

A profa. Maria Mannuella Santos de Almeida (PE) salientou as potencialidades das propostas apresentadas envolvendo metodologias ativas: “termino o curso empolgada em planejar as aulas e desenvolver projetos que contribuam com a aprendizagem dos meus alunos. Hoje vejo as tecnologias e metodologias ativas como aliadas e não mais como uma demanda sem sentido. De fato, o curso é inspirador! Indico a todos os colegas de profissão!”

Venha conhecer nossos cursos com inscrições abertas! 

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