Professora mobiliza turma para criar cartazes antirracistas com o Canva

16/07/24

Desde 2023, educadora e formadora docente de Manaus (AM) já participou de diversos cursos da plataforma Escolas Conectadas


Para fortalecer a educação antirracista em sala de aula, a professora Marina Dias de Oliveira, de Manaus (AM), não teve dúvidas de como proceder: aproveitou seus conhecimentos em informática e metodologias ativas e reuniu seus alunos para uma atividade em frente ao computador. 

Utilizando a plataforma Canva, a educadora abriu um quadro coletivo onde apresentou, de forma dinâmica, algumas leis que combatem o racismo no Brasil, como o Estatuto da Igualdade Racial e a Lei 10.639, que torna o ensino de história e cultura afro-brasileira em toda a educação básica. Para introduzir a atividade, Marina inseriu no quadro um gradiente de cores e falou sobre a simbologia de cada uma delas. Enquanto o branco normalmente simboliza a paz e a pureza, por exemplo, o preto representa força, resistência, luto e ancestralidade.

Para envolver os estudantes, ela inseriu no quadro um gradiente de cores em que cada um podia mexer do seu jeito, conhecendo diferentes tons. “O que você entende por negro?”, ela provocou. Teve início assim um longo e produtivo debate. 

Envolvendo os estudantes, ela os incentivou a criar um design que utilizasse a simbologia dessas cores para transmitir mensagens antirracistas. Combinando imagens, tipografias e ilustrações, além de frases e slogans, o jogo de cores foi a base para a construção de cartazes que discutiram temas como diversidade, ancestralidade e luta antirracista. “Cada um dos estudantes traz uma bagagem diferente, e nós professores também aprendemos muito com eles”, afirma Marina.

Os trabalhos continham também dados sobre a discriminação da população preta no Brasil e histórias de vítimas de racismo. Após finalizados, a educadora os incentivou a compartilhar os resultados digitalmente, por meio de hashtags como #antirracismo, #justiçasocial e #igualdade, além de imprimir e colar os cartazes em suas comunidades e apresentá-los às suas famílias.

Aprendizado eficaz e engajador

Ao utilizar o Canva para debater o combate ao racismo, a professora uniu duas tendências importantes do universo da educação: o uso de recursos tecnológicos e a preocupação com temas sociais. Para realizar essa atividade, ela afirma que foi essencial contar com o apoio da plataforma Escolas Conectadas.

“O conteúdo dos cursos me ajudou a transformar minha visão a respeito de alguns temas. Passei a enxergar a tecnologia como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento das competências do século 21, como o pensamento crítico, a resolução de problemas e a criatividade”, aponta. Desde 2023, Marina já participou de cursos sobre pensamento computacional, inteligência artificial, educação antirracista, ensino híbrido, cidadania digital e lógica de programação, entre outros. ”Eles me ajudaram a repensar minha prática pedagógica e a desenvolver novas metodologias de ensino”, observa.

A professora Marina Dias de Oliveira

Em sua prática pedagógica, Marina já trabalha com tecnologia há algum tempo. Entre as plataformas digitais mais utilizadas pela educadora estão o Canva - da qual também é embaixadora -, e os chatbots Copilot e Gemini. Elas são utilizadas para atividades diversas, como apresentações temáticas, desenhos, jogos e quizzes, tornando o aprendizado “mais eficaz e engajador”, segundo a educadora. “Os cursos do Escolas Conectadas vieram me ajudar na parte teórica e enriqueceram a minha atuação em sala de aula. Eles incentivam muito nossa autonomia e a autoria dos alunos.”

Ela destaca a conexão dos cursos gratuitos oferecidos pela plataforma com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), além do cuidado ao apresentar temas complexos. “Essas formações contam com uma dinâmica de aprendizado muito rica. O curso de Introdução ao Pensamento Computacional, por exemplo, aborda o tema de um jeito leve e gostoso - diferente de outros cursos que já começam falando de algoritmos, o que faz muitos professores desistirem logo de início.”

“O professor tem que estudar”

Professora de química e matemática em uma escola privada de Manaus (AM), Marina também realiza formações docentes pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC), do Ministério da Educação, além de participar de canais de Youtube que incentivam professores a utilizar tecnologias em suas aulas. 

Nesses vídeos, inclusive, ela afirma sempre sugerir os cursos do Escolas Conectadas para os professores aprofundarem seus conhecimentos em tecnologia na educação e outros temas pertinentes, como educação antirracista e educação socioemocional. “O professor tem que estudar! Não adianta estar em sala de aula sem estudo. Em uma realidade em que a inteligência artificial veio para ficar, é fundamental aprimorar cada vez mais nossos conhecimentos enquanto docentes”, reflete. 

Hoje, a professora define o Escolas Conectadas como “indispensável” em sua trajetória como educadora: “me impulsiona a buscar sempre a excelência em minha prática pedagógica”. Ela também recomenda a plataforma a todos os seus colegas de profissão: “Acredito que essa ferramenta pode fazer a diferença na vida de muitos educadores, contribuindo para a construção de uma educação de qualidade para todos os alunos”, finaliza.

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