Saiba como coordenador usou a educação socioemocional para tornar a escola mais inclusiva

15/03/24

A partir de curso da Escolas Conectadas, o mineiro Joubert Bustamante conseguiu melhorar as condições de aprendizagem e a relação entre os estudantes da EM José Madureira Horta

 

Após o período de ensino remoto, o professor de História e mestre em Educação Joubert Bustamante Junior, de Belo Horizonte (MG), percebeu duas grandes dificuldades entre os estudantes da Escola Municipal José Madureira Horta, onde atua como coordenador. 

A primeira era um aumento da dificuldade de aprendizagem, assunto recorrente nos encontros entre os professores da escola. A situação era pior nas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, que, em 2023, receberam muitos estudantes com os diagnósticos de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Desafiador Opositor (TOD). Como explica Joubert, essas crianças e adolescentes têm menor tendência a se adaptarem às aulas expositivas e, por isso, precisam de um planejamento capaz de direcionar a sua atenção. 

“Atualmente, são cinco turmas de 8º ano, com cerca de 36 estudantes em cada, e 50% deles estão com dificuldades de aprendizagem. Nós precisávamos achar uma forma de mediar essa situação”, explicou o coordenador. 

Além das questões de aprendizagem, a convivência escolar também estava difícil e não eram poucos os casos de bullying entre os estudantes. "Sentia essa dificuldade com a prática da alteridade. Algumas famílias e alunos ainda têm resistência em buscar um pouco de conhecimento emocional", relata Joubert, que tem 25 anos de dedicação à educação na rede estadual de ensino de Minas Gerais e atua também como vice-diretor na Escola Estadual Professor Guerino Casassanta, em Ribeirão das Neves (MG). 

Professor Joubert Bustamante Junior, de Belo Horizonte (MG)

 

 

Do desafio às soluções

Foi com o apoio do curso Práticas reflexivas de Educação Socioemocional, da Escolas Conectadas, que Joubert encontrou o caminho para melhorar tanto a aprendizagem quanto o clima da escola onde trabalha como coordenador. Depois de se aprofundar teoricamente no tema, ele partiu para a prática e desenvolveu uma vivência de paz a partir do contexto escolar e dos problemas observados. 

Assim surgiu o Escola é Inclusão, projeto realizado em parceria com os professores das disciplinas de Ciências, Geografia, História, Língua Portuguesa e Matemática. A ideia foi que estudantes percebessem a necessidade de inclusão em todas as suas dimensões, seja na questão de acessibilidade espacial ou de relacionamentos interpessoais. Com conhecimento, viria a tomada de consciência sobre o papel de cada um para tornar a escola um espaço de todos. 

O processo começou em sala de aula, com o estudo de textos e vídeos sobre o tema e que promoveram a percepção da inclusão como um direito civil e como um dever da sociedade. A partir desses materiais, as turmas produziram banners que foram exibidos em uma mostra cultural da escola. 

Em outro momento, os estudantes visitaram o parque Lagoa do Nado, no bairro de Itapoã (BH), no qual avaliaram a inclusão presente (ou não) nos espaços públicos. Nessa ocasião, uma das estudantes, com TDAH, se sentiu confortável para compartilhar suas experiências positivas a partir do tratamento empático que percebeu dos colegas.

 

Resultados

"Os alunos se tornaram mais receptivos e compreenderam melhor as situações", conta o professor sobre os resultados do projeto, que se estendeu ao longo de todo o ano letivo de 2023. Mas não foi apenas nas turmas de Ensino Fundamental que as mudanças aconteceram. Joubert também se percebeu como um ator importante na promoção de uma educação integral e atualizou suas práticas, falas e metodologias a favor da inclusão. 

"Nós, enquanto seres humanos, precisamos criar um clima de acolhimento para estudantes que precisam de atendimento especial. Já os comportamentos desvirtuantes precisam ser tratados e trazidos novamente para o processo educacional", afirma ele sobre os aprendizados que levou da formação e da aplicação do projeto Escola é Inclusão. 

 

Experiência valiosa

Ávido pela busca de aperfeiçoamento, Joubert realiza as formações da plataforma Escolas Conectadas há pelo menos quatro anos e tem mais de 20 cursos concluídos no currículo. 

“Conforme vamos tendo a oportunidade de ampliar o conhecimento com as formações continuadas, vamos refletindo sobre nossa prática do dia a dia, seja como profissional ou ser humano. Não tem como permanecer o mesmo”, afirma. 

No curso sobre Educação Socioemocional, o material bibliográfico, a interação com educadores no fórum e a carga horária reduzida foram os componentes que mais surpreenderam o coordenador Joubert. Para ele, isso torna o aprendizado mais completo e permite que quem tem uma rotina corrida, como ele, consiga se aperfeiçoar.

"Outro ponto que me surpreendeu foi o contato com a bibliografia internacional estadunidense. A gente, aqui na escola, sempre busca esse conhecimento teórico para traduzir em ações do dia a dia", afirma o educador. É por mais transformações efetivas como essas que Joubert pretende seguir com os cursos de formação continuada.

 

Leve para a sua realidade

No curso Práticas reflexivas de Educação Socioemocional, você, educador(a) poderá identificar oportunidades para o desenvolvimento das competências sociais e emocionais no dia a dia da sala de aula, analisar abordagens que viabilizem esse desenvolvimento e descobrir estratégias de avaliação socioemocional. A formação é baseada na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), além de estar alinhado com as demandas de educação num mundo cada vez mais digital e de rápidas transformações. 

São 16 horas de carga horária na modalidade autoformativa, ou seja, sem mediação. Dessa maneira, você poderá levar a formação para a sua rotina, integrando-a à sua agenda. Após a conclusão, você ainda recebe a certificação pelo Centro Universitário Braz Cubas. 

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