Da Antártica, inspiração para uma atividade remota no Oeste de São Paulo

25/11/20
Docentes que já estavam acostumados a explanar e trabalhar conteúdos por meio de materiais didáticos, lousa, caderno e arquivos enviados pela internet talvez tenham tido um pouco mais de facilidade ao se reorganizar para a aprendizagem remota provocada pela pandemia. 

Contudo, a aula de Educação Física do professor Flávio Garcia Bernardes, de Penápolis, no oeste do estado de São Paulo, está um pouco diferente. Antes da pandemia do coronavírus, as disciplinas de Recreação e Educação Física que ele leciona em duas escolas municipais de Glicério e Alto Alegre, cidades vizinhas de Penápolis, tinham o movimento físico como proposta. Durante a pandemia, os dois municípios definiram que professores e funcionários deveriam cumprir carga horária na escola, produzindo materiais didáticos para retirada por parte das famílias. 

— Olha, no início foi difícil, viu? Vou falar a verdade, foi difícil pra mim. Eu não estava acostumado com caderno e impressão. Da noite para o dia, passamos a conviver com isso. Eu tinha um pouco de conhecimento, mas para passar no papel é muito diferente. Agora está tranquilo, já peguei bem o jeito! — conta.

Com a necessidade de buscar outras formas de apoiar as aprendizagens dos alunos, usando suportes com que não estava habituado, Flávio voltou a fazer cursos on-line. Ele, que é formado em Educação Física e Engenharia Civil, vê no Escolas Conectadas a oportunidade de qualificar suas práticas pedagógicas. 

Nas aulas de recreação, Flávio encontrou no curso Antártica: muito mais do que gelo a inspiração para uma atividade remota com seus estudantes. Aplicando o que viu no curso sobre o continente gelado e contando com a ajuda dos familiares para a realização em casa, Flavio propôs a seguinte atividade, que foi compartilhada no fórum da formação:


Em uma caixa, os adultos colocaram os nomes de espécies animais que os alunos viram nos slides. De surpresa, as crianças retiravam um animal: com isto, eles tinham que responder duas questões: 

Quais eram os alimentos preferidos daquele animal? 
E qual influência o Aquecimento Global provocava naquele animal?


A atividade foi aplicada com alunos do quinto ano. Flávio explica que a primeira pergunta foi respondida com facilidade e a segunda foi um desafio maior. 

— Eles tiveram um pouco mais de dificuldade, por alguns animais serem pouco conhecidos, mas a maioria com satisfação adequada — relembra, sobre a atividade.

A formação Antártica: muito mais do que gelo está com as inscrições abertas a partir de 23 de novembro. São 20 horas estimadas e formato mediado. Você pode gerenciar seu tempo dentro da duração de um mês da formação. A certificação é concedida pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul.

Outro curso destacado foi o Escola para todos: inclusão de pessoas com deficiência, que Flávio também concluiu neste ano. Tratar de acessibilidade física aos ambientes apelou para o lado engenheiro dele - cursou a graduação em Engenharia Civil enquanto já lecionava, mas não seguiu a carreira. 

— Gostei muito do curso de inclusão. Tinha muito sobre acessibilidade e pra mim – sou formado em engenharia civil – foi um pouco de cada. Foi bem legal ver a diferença entre as escolas e como elas precisam estar acessíveis aos alunos — pontua.

Flávio já entregou às escolas os certificados que recebeu aqui do Escolas Conectadas. Para ele, contarão como horas de formação continuada para a progressão na carreira. Por ora, ele seguirá trabalhando em atividades impressas para os alunos e espera que, em 2021, possa retornar às quadras com as crianças.

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