O retorno às aulas presenciais: como se preparar para o ano de 2022?

29/10/21
Nesta reta final do ano de 2021, muitos estados brasileiros têm optado pelo retorno obrigatório às aulas presenciais tanto nas escolas públicas, quanto nas particulares. Muitos fatos concorreram para que se tomassem essas decisões: o avanço da vacinação da população em geral, dos professores e dos adolescentes até os 12 anos; a queda no número de casos e de internações por covid em muitas regiões; e, sobretudo, a necessidade de se combater a evasão escolar e os problemas de déficits de aprendizagem e de saúde mental, decorrentes do período em que as escolas permaneceram fechadas, durante a pandemia.  
Assim, o próximo ano já se apresenta como um ano de desafios consideráveis. Algumas escolas conseguiram dar continuidade às suas atividades, por meio do estabelecimento do ensino remoto, de aulas síncronas e assíncronas. A realidade para a maioria dos estabelecimentos, no entanto, foi de escassez de computadores e de acesso deficiente à Internet; além disso, em alguns casos, muitos estudantes viram-se obrigados a abandonar a rotina de estudos, diante do desemprego de pais e responsáveis. O sustento da família viu-se comprometido e ameaçado, e muitas crianças e adolescentes não tiveram condições de procurar formas de acompanhar as aulas, quando essa opção foi  disponibilizada. 
Diante de tudo isso, gestores e professores deverão lidar, entre outros fatores, com os prejuízos acumulados no processo de aprendizado do último ano e meio, com o próprio abandono da educação, com questões de depressão e, também, com espaços escolares nem sempre adaptados para esse período pós-pandemia. Afirma-se que teremos que conviver, por um bom tempo, com o uso de máscaras, com a higienização constante dos ambientes, com o distanciamento em sala de aula. A pergunta que fica é: em que medida estamos conscientes do tamanho desse desafio e preparados para enfrentá-lo? Naturalmente, deverá haver uma modificação significativa das políticas públicas de educação para os próximos anos. Mas, ao mesmo tempo, individualmente, podemos buscar formas de nos preparar e nos adaptar aos novos tempos. E como isso é possível?
Primeiramente, reforçando o próprio bem-estar docente, porque o profissional que cuida constantemente do aprendizado e do bem-estar de seus alunos deve ser o primeiro a receber atenção emocional equilibrada. Assim, é possível incentivar o crescimento intelectual dos alunos e o fortalecimento de suas capacidades, nesse momento em que será urgente resgatar e retomar tantos conhecimentos comprometidos durante a pandemia. Dessa forma, organizar e gerenciar o tempo, o cansaço, as atividades, as angústias e incertezas deve ser prioridade máxima para professores e gestores. Daí, também advirá, em grande parte, o bem-estar coletivo do ambiente escolar, com ganhos mútuos para todos, a partir do diálogo e também da prática do autocuidado. 
Em segundo lugar, será necessário investir tempo e criatividade na busca por soluções inovadoras que atualizem o espaço da escola. Mesmo antes da pandemia, já se questionava se a organização dos tempos escolares e do próprio lugar que a escola representa era condizente com a acelerada e dinâmica Era da Informação, em que vivemos. Na verdade, o período pós-pandemia poderá servir para uma transformação essencial desses tempos e espaços, de forma a tornar a escola um ambiente propício à inovação, ao compartilhamento de saberes, à formação de cidadãos digitais que empregam o melhor da tecnologia em benefício de seu crescimento e aprendizado.  Em terceiro lugar, será preciso ter especial atenção com os alunos, com o resgate de seus processos de aprendizagem, com a identificação das inúmeras lacunas que ficaram como herança desse período, com o incentivo para que voltem a sonhar com um futuro mais digno e próspero, com a busca por maneiras criativas de demonstrar que somente a paixão por aprender poderá reverter todas essas perdas acumuladas. Como se vê, os professores terão papel essencial no apoio a esses alunos, não apenas para que recuperem conteúdo, mas também para que voltem a exercer a curiosidade por aprender. 
O Escolas Conectadas conta com sete experiências de aprendizagem que agregam cursos gratuitos de formação e atualização profissional que poderão auxiliar gestores e professores a enfrentar os desafios que se apresentam para o ano de 2022. Essas experiências tratam, exatamente, dos usos inspiradores das tecnologias; do bem-estar, do acolhimento e do desenvolvimento emocional de alunos e professores; do ensino híbrido e de metodologias ativas; do resgate da aprendizagem e da paixão por aprender; da alfabetização e de práticas de linguagem; do meio ambiente e da sustentabilidade; e da gestão escolar. 
Os anos que virão serão árduos, mas juntos poderemos fazer frente a todas as intempéries que se apresentarem no horizonte da educação brasileira.  

Venha conhecer nossas experiências!


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