5 temas de educação para ficar de olho em 2023

18/01/23

O ano letivo ainda não começou, mas já promete inovações nos temas e formas de ensinar. Comece a planejar suas aulas!

 

O que esperar de um novo ano letivo depois de ter vivenciado em sala de aula um período que foi prejudicado pela pandemia e com inúmeras mudanças à vista? Se você ainda não sabe por onde começar o planejamento das suas próximas aulas, talvez aqui esteja sua primeira pista! 

Separamos cinco temas importantes para estarem no radar dos educadores ao longo de 2023, da robótica ao antirracismo trabalhado em sala de aula. E o melhor: a plataforma Escolas Conectadas têm formações gratuitas e on-line que são ideais para adquirir os conhecimentos necessários para transformar esses conteúdos em práticas pedagógicas efetivas.

Confira e se prepare!

 

Recomposição da aprendizagem 

Uma pesquisa realizada em 2021 pelo Alicerce Educação constatou que mais de 90% dos alunos brasileiros, de todas as idades, apresentaram defasagem de leitura, escrita e matemática após o período da pandemia. Para garantir que, neste ano, os alunos consigam absorver o máximo de novos conhecimentos, é preciso ter certeza de que cada um deles esteja aprendendo em seu próprio ritmo e à sua maneira. Portanto, a recomposição de aprendizagem é prioridade no início de 2023.

Em parceria com a Nova Escola, dois novos cursos foram lançados aqui na plataforma Escolas Conectadas sobre esse tema e já estão com inscrições abertas: Aprendizagens prioritárias para alfabetização e letramento matemático e Evidências de aprendizagem: como identificar se o aluno está aprendendo?. Ambos os cursos são autoafirmativos, ou seja, sem mediação, e têm 10 horas de carga horária, que podem ser adaptadas à sua rotina.

No primeiro, professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental vão entender quais são as melhores estratégias para priorizar o letramento matemático e a alfabetização, dois princípios essenciais para o avanço escolar. No segundo curso são incorporadas técnicas de acompanhamento de aprendizagem no planejamento pedagógico, garantindo o desenvolvimento integral e de maneira justa para todos os alunos.

 

Avaliação da aprendizagem 

Tão importante quanto a recomposição é a avaliação da aprendizagem. É a sua aplicação correta que garante que alunos sejam validados e estimulados a seguirem as próximas etapas da vida escolar. Como saber se eles estão realmente aprendendo?

Com as formações sobre esse tema oferecidas on-line e gratuitamente na plataforma da Escolas Conectadas, você vai entender como estender as avaliações para além da simples aplicação de provas. Existe uma série de recursos e aplicações que podem fazer parte do seu plano pedagógico nesse sentido, basta conhecê-los e descobrir como aplicá-los.

 

Robótica 

Depois da adaptação ao Ensino Remoto, mediado pela tecnologia, é quase impossível não pensar em maneiras de trazer conhecimentos digitais para o contexto presencial da sala de aula. A robótica, por exemplo, saiu do campo da imaginação para estar presente no dia a dia de todos e tomar importância cada vez maior.

O ensino da ciência da construção de máquinas e robôs leva em conta vários princípios da física e da química e podem ser incorporados pelos alunos a partir de atividades práticas.

Além disso, a lógica computacional e a programação são saberes quase que intrínsecos aos estudantes do presente e mais do que necessários aos profissionais do futuro. Estimular seu desenvolvimento nesse sentido é mais fácil do que parece a partir das estratégias certas.

 

Educação antirracista 

Nos últimos anos, o mundo se dividiu entre a luta de grupos minoritários por respeito aos direitos e a permanência de crimes motivados pelo preconceito racial, Diante desse cenário, é inegável a importância da escola na discussão e combate ao racismo.

É preciso que os cidadãos que vão passar a ter cada vez mais participação social tenham o combate ao racismo como uma de suas causas intrínsecas. Para isso, durante a sua formação, é preciso que não somente o tema em si seja trabalhado, mas também integrado às demais áreas do conhecimento. Com as formações da Escolas Conectadas, você entende como colocar isso em prática.

 

Educação socioemocional

Outro ponto a se pensar é o desenvolvimento socioemocional dos alunos, para além da aplicação dos conhecimentos técnicos do currículo. Apesar dos saberes teóricos necessários aos futuros profissionais, são as competências socioemocionais que vão levá-los a exercer a plena cidadania e viver em coletividade de forma harmônica.

A educação socioemocional é uma construção diária a ser feita em sala de aula. Habilidades como o reconhecimento de sentimentos, autorregulação emocional, valorização e convivência com a diversidade são desenvolvidas pelos estudantes a partir de técnicas aplicadas que passam a ser ações naturais na rotina.

 

Gostou das dicas? Comente abaixo por qual tema desses você vai começar! As inscrições para todos os cursos indicados estão abertas!

Comentários:


Escreva um comentário

Conteúdos Recentes

Assista à Retrospectiva Escolas Conectadas 2025

Alerta de spoiler: você levou o prêmio principal!Em 2025, os educadores brilharam como verdadeiros protagonistas do cinema. Ao longo do ano, a plataforma Escolas Conectadas apoiou histórias dignas de vencer um Oscar. Por isso, nos inspiramos nas premiações do cinema para reviver os melhores momentos dessa superprodução da educação. Afinal, no palco das escolas, quem brilhou de verdade foram os educadores que nos acompanharam ao longo de mais um ano! Um elenco que inspira, ensina e muda histórias todos os dias.Confira a seguir uma prévia da Retrospectiva Escolas Conectadas 2025, e clique no botão abaixo para assistir na íntegra. Alerta de spoiler: você levou o prêmio principal!😉

0

Projeto utiliza poesia para incrementar relação da escola...

A iniciativa ‘Versos do nosso chão’ ganhou asas após professor realizar o curso gratuito Metodologias ativas: aprendizes protagonistasEm uma escola localizada no assentamento Caxirimbu, na cidade de Caxias, interior do Maranhão, a poesia encontrou um caminho diferente para nascer. Em vez de vir apenas dos livros, ela passou a brotar das memórias e da vida dos próprios estudantes.Assim surgiu a iniciativa “Versos do Nosso Chão”, criada pelo professor de Língua Portuguesa Luís Lima, que acredita que a literatura pode ser um espaço de reinvenção do mundo e de afirmação da identidade. “O projeto foi concebido para valorizar a poesia como forma de expressão cultural e dar voz aos alunos e à comunidade local, resgatando memórias, tradições e experiências do campo”, afirma o educador.Mediação e autoriaO impulso inicial veio de uma preocupação concreta. Após a pandemia, Luís percebeu que “a questão da leitura se complicou mais ainda na minha escola”. Era preciso criar novas pontes entre os estudantes e o ato de ler. Assim, antes de despejarem versos no papel, os jovens mergulharam em obras de autores ligados ao território e à cultura popular, como Cora Coralina e Patativa do Assaré. Depois, saíram para a comunidade: entrevistaram moradores, conversaram com artistas locais, visitaram diferentes expressões culturais e religiosas. Tudo isso para que, ao escrever, pudessem refletir criticamente sobre sua própria realidade. “Vamos romper com a prática de pegar uma leitura já consagrada e praticamente a recriar; vamos ler essas obras para embasar as nossas poesias”, explica o professor.E funcionou. A sala de aula se abriu para novas vozes – inclusive de estudantes mais tímidos. “Quando eu falava para eles, sempre destacava: nós vamos fazer poesias autorais. Eu vou somente mediar. O conhecimento é para vocês, que serão os protagonistas totais.” Para além da escolaAssim, em oficinas criativas, cada aluno criou seus próprios versos, combinando memórias, histórias da comunidade, reflexões sociais e um forte senso de pertencimento. O resultado tomou forma em sarau, mural poético, apresentações dramatizadas e um livreto autoral que encantou todos que o folhearam.O impacto atravessou os muros da escola. Famílias receberam visitas e puderam acompanhar de perto o processo criativo dos filhos. Muitos elogiaram a iniciativa: “Ainda não tinha existido essa proximidade de professores visitando os pais de alunos”, conta Luis. A comunidade percebeu o valor do projeto, e os próprios jovens se reconheceram enquanto criadores.Capa do livreto Versos do Nosso ChãoPara Luís, a iniciativa também foi marcante: “Esse projeto me trouxe a certeza de que eu estou fazendo o que gosto. Fiquei maravilhado, não só pelo reconhecimento da comunidade, mas pelo reconhecimento do próprio aluno.”Da formação à práticaO educador destaca que o projeto ganhou forma e aprofundamento após sua participação no curso gratuito “Metodologias ativas: aprendizes protagonistas”, da plataforma Escolas Conectadas. “A formação foi essencial para a criação da prática, orientada pelo protagonismo dos aprendizes”, afirma.Segundo ele, o curso ampliou sua compreensão sobre inovação pedagógica – especialmente aquela que não depende apenas de tecnologia, mas de escuta, mediação e construção coletiva. “Inovação não é só trabalhar com tecnologia: é dar voz aos estudantes.”A formação lhe deu ferramentas para identificar dificuldades, orientar processos, fortalecer a autonomia dos estudantes e transformar a sala de aula em um espaço vivo de experimentação literária. “O curso ampliou esse campo de experiência, trouxe apoio para nortear mais o aluno e fazer ele reconhecer que é o verdadeiro protagonista do próprio aprendizado.”

0

Com seus celulares, alunos retratam a comunidade e reflet...

Educadora baiana criou projeto de fotografia após realizar a Imersão Ferramentas Digitais na Prática para Professores“Um manifesto silencioso realizado pelos estudantes, por meio das linguagens não verbal (fotos) e verbal (textos).” É dessa forma que a professora de artes Marenice Costa define o projeto Visões do Cotidiano, que implementou com suas turmas do 3o ano do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Estadual Kleber Pacheco, localizado em Salvador (Bahia).A iniciativa propõe que os estudantes captem, através de fotografias feitas no celular, a realidade e os problemas sociais enfrentados pela comunidade Saramandaia, na qual a escola está inserida. Entre essas questões estão a falta de saneamento básico, o descarte inadequado de lixo, o crescimento desordenado e o abandono de animais. “Foi lindo ver o senso crítico desenvolvido por eles, apresentando as questões sociais que estão presentes no dia a dia e que tinham urgência de serem reveladas”, avalia a educadora.Marenice ao lado da exposição Visões do CotidianoRecentemente, a comunidade foi palco de uma tragédia de proporção nacional. No final de 2024, após fortes chuvas, houve um soterramento no local, resultando em quatro mortes – incluindo um ex-aluno da escola. Segundo Marenice, o colégio prestou apoio, arrecadando roupas e alimentos para minimizar as perdas das famílias.Texto e imagem para enriquecer o aprendizadoTambém professora de Língua Portuguesa, Marenice estimulou que, para além dos registros visuais, os estudantes também produzissem um pequeno texto refletindo sobre aquela imagem, como forma de denúncia.Com o material pronto, a professora organizou uma exposição que reuniu mais de 20 fotografias. Inicialmente, duraria uma semana, mas a repercussão foi tamanha que acabou durando um mês. “As imagens foram tão cuidadosamente captadas que muitos visitantes acharam que as fotos não eram autorais”, conta.Fotografia e legenda do aluno Paulo OliveiraA educadora enfatiza que o Visões do Cotidiano não apenas incentivou os alunos a desenvolverem um olhar atento e sensível aos problemas sociais de sua própria comunidade, mas também os colocou como protagonistas. “Eles tiveram a oportunidade de registrar imagens de denúncia e criar narrativas exclusivas sobre os cenários que observaram, enriquecendo ainda mais o aprendizado.”Imersão Ferramentas DigitaisFoi após realizar a Imersão Ferramentas Digitais na Prática para Professores, em 2024, que a educadora teve a inspiração para criar o projeto. Durante a formação, Marenice destaca especialmente o módulo “Use fotografias e vídeos para criar aulas mais atrativas”. “Há algum tempo conheço o Escolas Conectadas. A Imersão foi de grande ajuda na elaboração do projeto, pois apresentou a imagem como um poderoso meio de registro, memória, crítica e expressão — um recurso valioso de comunicação. Oferecer aos alunos a chance de se expressarem por meio da fotografia revelou-se uma estratégia enriquecedora em várias áreas do conhecimento”, reflete.Fotografia e legenda da aluna Edna dos SantosEla ainda cita que a prática com dispositivos móveis para a produção fotográfica está alinhada ao conceito de mobile learning (aprendizagem móvel), que propõe uma educação mais flexível, acessível e personalizada, com o uso de ferramentas como tablets e smartphones. “É um modo de explorar essa tecnologia que está presente na vida de todos: o celular. Embora fotografar e tirar selfies seja algo comum, as orientações aprendidas no curso foram fundamentais. Aprendemos técnicas e dicas inspiradoras para colocar a mão na massa e, sobretudo, colocar as câmeras nas mãos dos alunos.”Este conteúdo integra a seção Conectando Práticas!Assim como outros educadores que concluíram os cursos da plataforma Escolas Conectadas, Marenice compartilhou conosco de quais maneiras a formação impactou positivamente as suas práticas pedagógicas. Quer ter sua experiência divulgada? Faça como elas e preencha o formulário ao concluir o curso!

0

Retrospectiva 2024: confira os destaques da plataforma Es...

Escolas Conectadas apoiou milhares de educadores brasileiros na construção de novas estratégias para melhorar suas aulas.Em 2024, quase 100 mil professoras e professores de todo o Brasil participaram de formações on-line oferecidas gratuitamente pela plataforma Escolas Conectadas.Ao se inscrever em um curso, todos esses educadores, que representam 4.714 municípios em todas as regiões do país – ou 85% do total dos municípios brasileiros –, abriram caminho para transformar suas práticas em sala de aula. Nesse processo de aquisição de novos conhecimentos e saberes, eles superaram desafios em sala de aula, estimularam o desenvolvimento integral dos estudantes e alcançaram resultados compensadores. Nesse ano, a plataforma também lançou sete formações conectadas às atuais necessidades da educação brasileira, além de manter um catálogo de cursos gratuitos sobre temas importantes como tecnologia e programação, cidadania digital, matemática, educação socioemocional e antirracista, avaliação e recomposição de aprendizagens. Dessa forma, a plataforma Escolas Conectadas apoiou mais de 98 mil educadores da Educação Básica na construção de novas estratégias para melhorar suas aulas.Esses e outros dados serão apresentados abaixo, na retrospectiva oficial de 2024 da plataforma. Confira a seguir!

0